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sábado, 4 de dezembro de 2010

Museu de Arte da Pampulha

Localizado em Belo Horizonte na orla da lagoa da Pampulha, o Museu de Arte da Pampulha (MAP) compõe o complexo arquitetônico da Pampulha e foi originalmente construído para abrigar um cassino, contudo com a proibição do jogo no país em 1946, fecha suas portas e acaba por se transformar em um local para exposições.

O prédio é uma obra do arquiteto Oscar Niemayer, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitscheck (1902 - 1976),  para a construção de uma série de edifícios em torno de um lago artificial. O complexo da Pampulha previa cinco edifícios: um cassino, um clube de elite, um salão de danças popular, uma igreja e um hotel, que não foi construído.
A obra é projetada como um conjunto em que cada elemento é visto de forma independente e autônoma. Além disso, os edifícios são pensados em estreita relação com o entorno, que fornece a moldura natural e a inspiração para os desenhos e plantas. O centro do projeto, de acordo com a encomenda, deve ser o cassino. Não zé à toa que ele tenha sido o primeiro edifício a ser construído.
Do alto da península que domina o lago, o prédio do cassino é concebido a partir da alternância de volumes planos e curvos, de jogos de luz e sombra. O bloco posterior em semicírculo estabelece um contraponto em relação à ortogonalidade do salão de jogos. O rigor das retas é quebrado pela parede curva do térreo e pela marquise irregular. O sentido vertical em que estão dispostos os caixilhos, por sua vez, se opõe à horizontalidade da construção. As superfícies envidraçadas e as finas colunas que sustentam a marquise são outros elementos a dotar de leveza o conjunto. O uso do vidro - também na escadaria que liga o restaurante ao terraço - é mobilizado em função da luz e da comunicação entre interior e exterior. Nos jardins projetados por Burle Marx (1909-1994), esculturas de August Zamoyski (1893-1970), José Pedrosa (1915-2002) e Alfredo Ceschiatti (1918-1989). O acervo do MAP é constituído de 900 obras.

 

Museu III: Palácio de Versailhes


“A vaidade de um rei contribuiu para o descontrole de um país e
contemplou o mundo com um dos mais belos frutos de um ato de loucura.
O rei foi Luiz XIV, da França. A loucura foi o Palácio de Versalhes.”


O Palácio de Versalhes é um castelo real francês localizado na cidade de Versalhes, subúrbio de Paris e desde 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família Real ser forçada a voltar à capital em 1789, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França.
Em 1160, Luís XIV, ainda na menoridade desejava um local onde pudesse organizar e controlar completamente um Governo da França por um governante absoluto, para isso era necessária a construção de uma nova corte em um local próximo de Paris, mas suficientemente afastado dos tumultos e doenças da cidade apinhada. Resolveu-se então, que este local ideal era Versailhes, onde se localizava assentar o pavilhão de caça de da família.


A construção do palácio iniciou em 1661, com a escolha do local para levantar palácio, o que constituiu um pesadelo para os arquitetos encarregados (primeiro Louis Le Vau e após sua morte Jules Hardouin-Mansart ) do projeto devido à natureza do solo, fino e arenoso. Mas este seguiu expandindo -se ao longo das décadas seguintes até torna-se o maior palácio do mundo. Versalhes é famoso não só pelo edifício, mas como símbolo da Monarquia absoluta, a qual Luís XIV , o famoso “Rei Sol” sustentou.
Versalhes foi a principal residência da corte francesa e sede de governo durante mais de cem anos, sendo o símbolo de um período marcado pelo auge do poder real, pela força política da França sobre os demais países da Europa e pela era de glória nas artes e na literatura, o palácio foi o espelho da imagem de Luiís XIV, o Rei-Sol, que não economizou recursos para refletir o esplendor de uma era de requinte. Nele se reuniram também os Estados Gerais a partir da Revolução Francesa e foram assinados importantes tratados, sendo de destacar aquele que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.

Em 1682, Versalhes tomou o lugar de paris como capital da França e por mais de 100 anos viveu seu momento de glória. O fim dos tempos de esplendor ocorreu em 1789, quando Versalhes foi invadido durante a Revolução Francesa. O palácio foi saqueado e despojado de diversas obras de arte e o palácio caiu no esquecimento . A restauração foi executada em meados do século XIX, por Luiz Filipe, com o auxílio dos Estados Unidos. Versalhes tomou-se um museu dedicado a "todas as glórias da França".
Assim, tudo no palácio é magnífico. Por dentro, os aposentos são sinuosamente decorados com dourado, exibindo a riqueza da nobreza que ali residiu.



Os "Grands Appartements" do palácio são salões luxuosos cheios de murais, quadros, esculturas, cortinas de veludo, tapetes savonnerie, bronze dourado e mármore tingido. Esses salões são dedicados a divindades gregas como Hércules e Mercúrio. Luís 14 escolheu o Salão de Apolo, o deus do sol, como a sala do trono do Rei Sol. A Galeria dos Espelhos, é um espetacular salão de baile com mais de 70m de comprimento e espelhos enormes em um de seus lados.




Apesar da beleza dos ambientes interiores do Palácio, é do lado de fora que está a parte mais impressionante. O eixo central dos jardins de Versalhes é o Grand Canal, de 1,7 km de comprimento, que foi elaborado para refletir o sol poente. Ao seu redor ficam plantações, canteiros, alamedas e lagos, isso sem falar das fontes (aproximadamente 1.400, incluindo uma espetacular, onde uma carruagem puxada por um cavalo carrega um Apolo triunfante), outra referência à glória do Rei Sol.







Apesar do exagerado luxo que levou a construção de 1.250 lareiras e 700 hectares de parque, o Palácio possui uma beleza impressionante. E visitar ele, assim como todos os outros que visitei, me fez voltar um pouco na historia e imaginar como as pessoas viviam ali.

Museu II - Museu do Louvre

O último dia de viagem à França foi reservado totalmente para a visita ao Museu do Louvre, o que não foi nada exagero, dado o tamanho de um dos maiores museu do mundo e quantidade de obras expostas. 
O museu instalado no Palácio do Louvre é uma estrutura quase retangular, localiza-se no centro de Paris, e o seu pátio central, ocupado pela recente pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique (Eixo histórico).







O museu é composto também pela praça do Cour Carrée e duas alas que envolvem o Cour Napoléon a norte e ao sul, é dividido em três alas: a Ala Sully a leste, que contém a Cour Carrée e as partes mais antigas do Louvre, a Ala Richelieu ao norte, e da Ala Denon, que faz fronteira com o Rio Sena ao sul e conta com 3 andares, além do subterrâneo, onde fica o salão de entrada.   
O Museu do Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux e reúne peças que vão da antiguidade ao moderno e contemporâneo, o que representa cerca de  oito mil anos da cultura e da civilização tanto do Oriente quanto do Ocidente.
O primeiro prédio do Louvre foi fundado por Filipe II em 1190 para ser o primeiro real "Castelo do Louvre", como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II jogaram-no a baixo para construir um palácio real Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.
As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro. O museu reorganizado reabriu em 1989.
Em uma visita muito corrida e cronometrada foi possível admirar um pouco das Antiguidades orientais, egípcias, gregas, etruscas e romanas, pinturas, esculturas e objetos de arte, sem nem ao menos ter passado pelas alas de Artes islâmicas e Artes gráficas.
A coleção de antiguidades egipcias abrange os períodos desde o Antigo Egito até a arte copta, incluindo os períodos helenístico, romano e bizantino, seu conjunto oferece uma ampla visão da cultura e sociedade egípcias em todos os seus aspectos e  inclui arte, papiros, múmias, amuletos, vestuário, joalheria, instrumentos musicais, jogos e armas.


O departamento de antuguidades orientais se concentra na história e arte do Oriente Próximo desde as primeiras civilizações até antes da presença muçulmana na região, e seu desenvolvimento acompanhou o desenvolvimento da arqueologia oriental na França.
A coleção de Arte grega, romana e etrusca inclui peças de toda a região do Mediterrâneo desde o Neolítico até o Helenismo, passando pela civilização cicládica e a cultura cipriota.

O setor de Esculturas concentra-se nas peças de escultura criadas antes de 1850 que não se enquadram no departamento de antigüidades etruscas, gregas e romanas. Desde o início o Palácio do Louvre foi um depósito de obras escultóricas, mas a sistematização de suas peças só aconteceu depois de 1824. Com a criação do Museu d'Orsay parte do acervo recolhido até então foi transferida para lá, permanecendo no Louvre apenas as criadas antes de 1850. Atualmente as peças francesas estão expostas na Ala Richelieu, e as estrageiras na Ala Denon.

Por fim, o setor de pinturas, o que sem dúvida nenhuma chamou mais a minha atenção, claro, não pela presença da Monalisa, obra de Leonardo da Vinci, visto que essa não correspondeu nem um pouco minhas expectativas e seria como um outro quadro qualquer se não fosse a obra mais badalada e concorrida pelos os visitantes.

A grande coleção de pinturas enfatiza a arte francesa, que compõe cerca de dois terços do total, mas as seções de pintura do norte da Europa e da Itália são extremamente significativas. O conjunto começou a ser reunido por Francisco I, ainda no tempo em que o Louvre era uma fortaleza, com a aquisição de obras-primas de Rafael e Michelangelo, além de ter atraído Leonardo da Vinci para sua corte.

Foi no setor de pinturas também que me veio à cabeça o Inhotim, não sei expressar direito o porquê, mas tenho em mim que as artes que estavam ali pareciam ter um sentido funcional maior do que as expostas no museu de arte contempoanea do Inhotim, elas não haviam sido criadas somente para dizer que estava-se fazendo uma obra de arte, mas sim para retratar um tempo, guardar uma história.
Para finalizar, a parte que mais gostei, ficando a frente até mesmo do setor de pinturas, com seus enormes quadros, foi o apartamento de Napoleão, não sei identificar a qual departamento ele pertence, mas olhando o encarte do museu tenho a impressão de que seja a parte da História do Louvre e ao Louvre Medieval. O porquê de ter admirado tanto a essa está no charme do espaço, maior do que todos os outros castelos visitados.




Museu I - Château du Clos Lucé - Parc Leonardo da Vinci

Em minha visita ao vale do loire na França, um dos museus visitados por mim foi o Castelo do Clos Lucé, mais conhecido como parque Leonardo da Vinci, visto que esse foi o seu último e mais ilustre morador. O castelo localiza-se a cerca de 400m do Castelo Real de Amboise, na cidade linda de Amboise,e reza a história de que ambos eram ligados por um subterrâneo, o qual por vezes era utilizado pelo Rei Francisco I para visitar Leonardo. O castelo é o primeiro lugar de síntese dedicado à arte e às múltiplas perspectivas do criador toscano.
Ruas de Amboise 

Castelo Real de Amboise 
Convidado por Francisco I, rei de França, Leonardo da Vinci passou os seus três últimos anos de vida no Castelo do Clos Lucé onde se dedicou a levar a cabo as suas criações e a estudar grandes projetos para o monarca, antes de morrer a 2 de Maio de 1519.
Apesar de ter sido residência de Leonardo da Vinci somente após 1516, o castelo foi construído em 1471m por Etienne Le Loup, chefe de mesa do rei Luís XI. A residência é constituída por dois edifícios de dois andares dispostos perpendicularmente de cada lado de uma tore ortogonal em ângulo que abriga uma escada em caracol. A elegante fachada de tijolo cor-de-rosa e de pedra tem os aspectos arquitetônicos do século XV.

Propriedade da família de Saint Bris há dois séculos, o Castelo do Clos Lucé apresenta o conjunto das criações de Leonardo da Vinci. O visitante poderá visitar no interior do castelo, o seu quarto, o seu gabinete de trabalho, a cozinha, as salas renascentistas, a capela cujos frescos foram pintados pelos seus discípulos, todos com suas mobílias originais, bem como 40 das suas invenções nas áreas da engenharia militar, do urbanismo, da mecânica, das máquinas voadoras e da hidráulica, que estão expostas na sala de maquetes, arranjada na cave, no armazém, localizado no jardim e no próprio jardim.  
Os cômodos do castelo em si impressionam pelo charme e requinte da mobília antiga. Já as quatro salas da cave, onde está exposto réplicas  do primeiro carro de assalto, o primeiro automóvel, a ponte rotativa, o barco de pás, a máquina voadora, antepassado do avião, o helicóptero, o para quedas... impressiona pela genialidade do artista.
Por fim, no fascinante jardim descobre-se fácil as fontes de inspiração do mestre e encontra-se 16 máquinas gigantes acionáveis, 32 telas translúcidas de 3 a 4 metros de altura, onde estão representados desenhos e pormenores dos quadros de Leonardo da Vinci e também a ponte dois andares, concebida pelo mestre e realizada pelos Compagnons du Devoir (Companheiros do dever).




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Visita ao Inhotim

             Por recomendação dos professores da disciplina da Oficina de Instrumentação e Fundamentação, eu e mais alguns colegas de turma estivemos no domingo, dia 26 de setembro no museu do Inhotim, localizado a 65 km de BH, no município de Brumadinho. 
 
           
             O Inhotim é considerado sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e também o maior centro de arte ao ar livre da América Latina, e  caracteriza-se por oferecer um grande conjunto de obras de arte, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, espalhadas em meio a jardins, paisagens de florestas e ambientes rurais, lagos, trilhas, montanhas e vales, motivo que o distingue da maioria dos museus urbanos. 


           Mesmo considerando que tudo em Inhotim possui uma rara beleza e singularidade ainda pode-se dizer que o que mais chama a atenção dos visitantes do museu é o jardim botânico. Esse além de possui uma grande diversidade, inclusive espécies já em extinção, contribui na apreciação de algumas obras. 


             A exposição está organizada de tal forma que cada uma das galerias apresenta um mundo e um tema independente. E a visitação do museu segue um rumo estabelecido pelo próprio visitante, já que não existe uma rota pré-estabelecida.


             A Galeria Praça chama a atenção pelos enormes quadros montados na parede que lembram a típica cultura mineira.


             Por fim, devido a interação quase que imediata proporcionada, a galeria que mais chamou a minha atenção, foi a Cosmococa, criada por Hélio Oiticica e Neville d’Almeida. A Galeria recentemente inaugurada conta com cinco salas, que se desenvolvem a partir de redes, colchões, balões e até mesmo uma piscina que pode ser utilizada pelos visitantes.