O último dia de viagem à França foi reservado totalmente para a visita ao Museu do Louvre, o que não foi nada exagero, dado o tamanho de um dos maiores museu do mundo e quantidade de obras expostas.
O museu instalado no Palácio do Louvre é uma estrutura quase retangular, localiza-se no centro de Paris, e o seu pátio central, ocupado pela recente pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique (Eixo histórico).
O museu é composto também pela praça do Cour Carrée e duas alas que envolvem o Cour Napoléon a norte e ao sul, é dividido em três alas: a Ala Sully a leste, que contém a Cour Carrée e as partes mais antigas do Louvre, a Ala Richelieu ao norte, e da Ala Denon, que faz fronteira com o Rio Sena ao sul e conta com 3 andares, além do subterrâneo, onde fica o salão de entrada.
O Museu do Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux e reúne peças que vão da antiguidade ao moderno e contemporâneo, o que representa cerca de oito mil anos da cultura e da civilização tanto do Oriente quanto do Ocidente.
O primeiro prédio do Louvre foi fundado por Filipe II em 1190 para ser o primeiro real "Castelo do Louvre", como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II jogaram-no a baixo para construir um palácio real Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.
As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro. O museu reorganizado reabriu em 1989.
Em uma visita muito corrida e cronometrada foi possível admirar um pouco das Antiguidades orientais, egípcias, gregas, etruscas e romanas, pinturas, esculturas e objetos de arte, sem nem ao menos ter passado pelas alas de Artes islâmicas e Artes gráficas.
A coleção de antiguidades egipcias abrange os períodos desde o Antigo Egito até a arte copta, incluindo os períodos helenístico, romano e bizantino, seu conjunto oferece uma ampla visão da cultura e sociedade egípcias em todos os seus aspectos e inclui arte, papiros, múmias, amuletos, vestuário, joalheria, instrumentos musicais, jogos e armas.
O departamento de antuguidades orientais se concentra na história e arte do Oriente Próximo desde as primeiras civilizações até antes da presença muçulmana na região, e seu desenvolvimento acompanhou o desenvolvimento da arqueologia oriental na França.
A coleção de Arte grega, romana e etrusca inclui peças de toda a região do Mediterrâneo desde o Neolítico até o Helenismo, passando pela civilização cicládica e a cultura cipriota.
O setor de Esculturas concentra-se nas peças de escultura criadas antes de 1850 que não se enquadram no departamento de antigüidades etruscas, gregas e romanas. Desde o início o Palácio do Louvre foi um depósito de obras escultóricas, mas a sistematização de suas peças só aconteceu depois de 1824. Com a criação do Museu d'Orsay parte do acervo recolhido até então foi transferida para lá, permanecendo no Louvre apenas as criadas antes de 1850. Atualmente as peças francesas estão expostas na Ala Richelieu, e as estrageiras na Ala Denon.
Por fim, o setor de pinturas, o que sem dúvida nenhuma chamou mais a minha atenção, claro, não pela presença da Monalisa, obra de Leonardo da Vinci, visto que essa não correspondeu nem um pouco minhas expectativas e seria como um outro quadro qualquer se não fosse a obra mais badalada e concorrida pelos os visitantes.
A grande coleção de pinturas enfatiza a arte francesa, que compõe cerca de dois terços do total, mas as seções de pintura do norte da Europa e da Itália são extremamente significativas. O conjunto começou a ser reunido por Francisco I, ainda no tempo em que o Louvre era uma fortaleza, com a aquisição de obras-primas de Rafael e Michelangelo, além de ter atraído Leonardo da Vinci para sua corte.
Foi no setor de pinturas também que me veio à cabeça o Inhotim, não sei expressar direito o porquê, mas tenho em mim que as artes que estavam ali pareciam ter um sentido funcional maior do que as expostas no museu de arte contempoanea do Inhotim, elas não haviam sido criadas somente para dizer que estava-se fazendo uma obra de arte, mas sim para retratar um tempo, guardar uma história.
Para finalizar, a parte que mais gostei, ficando a frente até mesmo do setor de pinturas, com seus enormes quadros, foi o apartamento de Napoleão, não sei identificar a qual departamento ele pertence, mas olhando o encarte do museu tenho a impressão de que seja a parte da História do Louvre e ao Louvre Medieval. O porquê de ter admirado tanto a essa está no charme do espaço, maior do que todos os outros castelos visitados.
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