sábado, 4 de dezembro de 2010

Disse que me disse: Telhados brancos


O pesquisador Akbari Hashem, do Lawrence Berkley National Laboratory, dos Estados Unidos, afirmou em recente estudo, que pintar os telhados de branco pode ajudar a combater o aquecimento global, diminuindo a temperatura das ilhas de calor nos grandes centros urbanos, vez que enquanto as coberturas escuras absorvem 80% do calor externo, as claras refletem até 90% da luz solar.
O fato é que se nada for feito para reverter o quadro de emissões de gases de efeito estufa, o custo do aquecimento global para a economia mundial hoje de US$ 125 bilhões por ano – maior que o Produto Interno Bruto de 73% dos países do mundo – poderá aumentar para US$ 340 bilhões em 2030, sendo esta naturalmente, a razão maior para se buscar soluções a médio prazo para amenizar o problema, sejam elas curiosas e estranhas no primeiro momento, como a sugestão dos telhados “verdes” e agora dos “brancos”.
A segunda idéia tem mais chances porque já ganhou a simpatia do “guru do clima” do governo Obama, o Secretário de Energia Steven Chu, que empolgado, está sugerindo que pintemos o mundo de branco.
Com base no estudo de Akbari, o Nobel Steven acredita que ao refletirem os raios solares de volta para o espaço, os telhados, calçamentos e estradas, pintados de branco, podem gerar uma economia equivalente a tirar de circulação todos os carros do mundo por onze anos, diminuindo também o uso do ar condicionado nas edificações, já que um telhado branco de 100 m2 compensa cerca de 10 toneladas de gás carbônico, o equivalente à emissão anual de uma típica casa residencial seja americana ou européia.
A solução terá um efeito ainda maior se incluírmos nessa “caiação” geral os imóveis inteiros, como já se faz na costa do Mediterrâneo há séculos.
Com base no estudo de Akbari, Steven quer ainda que - a exemplo da Califórnia onde já existe uma lei que exige que os prédios comerciais tenham o telhado branco - as comunidades, autoridades e famílias usem mais materiais refletores em eventuais manutenções e reparos, defendendo até mesmo grandes campos de culturas agrícolas que brilham à luz do sol, como soja, cevada, trigo, etc.
Sem mencionar o quanto seria emitido de CO2 para produzir e aplicar tinta branca em todas as edificações do mundo, Akbari e Steven querem que os Estados Unidos passem das palavras às ações, para que países grandes emissores de CO2 – como a China - sigam-lhe o exemplo.


Música erudita: Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Na temporada 2010 Orquestra Filarmônica de Minas Gerais manteve a proposta de vincular à seus programas de concerto outras manifestações artísticas do Estado e fazer referência ao patrimônio arquitetônico mineiro.

Realizada na terça-feira 23 de novembro, no Palácio das Artes, a série Vivace, chamou a atenção ao exibir uma programação atraente pela diversidade, pois apresentou composições de Hector Berlioz, Sameul Barber e Sergei Rachmaninoff, e pela participação de grandes nomes da música clássica mundial, como a do violoncelista Alban Gerhardt.


Enfim, presenciar um concerto foi uma experiência muito diferente, e mesmo sendo leiga e não tendo minhas expectativas realizadas, visto que o programa abrangeu musicas mais tranquilas, bem diferente do que normalmente as pessoas esperam de um concerto de musica erudito, posso dizer que o espetáculo foi realmente tocante.

Disse que me disse: Casas que circulam à procura do sol


Luke Everingham, um engenheiro australiano foi o autor de um dos primeiros projetos de casa giratória que hoje se populariza como circulante.
A casa movida por dois motores elétricos de 500 watts - que levou mais de 6 anos para ser concluída - é controlada por um sistema programado para seguir a luz do sol que ilumina, aquece e gera energia para os ambientes.
Al e Janet Johnstone, também criaram uma casa que pode ser construída em qualquer lugar com a utilização do sistema Swivel, patenteado por eles, que permite a residência girar em qualquer sentido e parar onde o proprietário quiser.
O arquiteto francês Patrick Marsilli criou em 1988 a Cúpula Solaleya que gira suavemente em 360 graus gastando quase nada de energia.
Sob a forma de um cogumelo e com janelas amplas para permitir a entrada do sol, a casa Solaleya é feita de madeira certificada, possui um bom sistema termo-acústico e segundo seu autor, resiste a terremotos e furacões.
O arquiteto já construiu cerca de 130 dessas casas e afirma que seus clientes estão muito satisfeitos.
Embora muita gente ache difícil morar em ambientes de formas arredondadas e que se movimentam a todo instante, as casas giratórias ou circulantes, são muito bonitas de serem vistas.

Montagem Photoshop - Villa Arpel

Museu I - Château du Clos Lucé - Parc Leonardo da Vinci

Em minha visita ao vale do loire na França, um dos museus visitados por mim foi o Castelo do Clos Lucé, mais conhecido como parque Leonardo da Vinci, visto que esse foi o seu último e mais ilustre morador. O castelo localiza-se a cerca de 400m do Castelo Real de Amboise, na cidade linda de Amboise,e reza a história de que ambos eram ligados por um subterrâneo, o qual por vezes era utilizado pelo Rei Francisco I para visitar Leonardo. O castelo é o primeiro lugar de síntese dedicado à arte e às múltiplas perspectivas do criador toscano.
Ruas de Amboise 

Castelo Real de Amboise 
Convidado por Francisco I, rei de França, Leonardo da Vinci passou os seus três últimos anos de vida no Castelo do Clos Lucé onde se dedicou a levar a cabo as suas criações e a estudar grandes projetos para o monarca, antes de morrer a 2 de Maio de 1519.
Apesar de ter sido residência de Leonardo da Vinci somente após 1516, o castelo foi construído em 1471m por Etienne Le Loup, chefe de mesa do rei Luís XI. A residência é constituída por dois edifícios de dois andares dispostos perpendicularmente de cada lado de uma tore ortogonal em ângulo que abriga uma escada em caracol. A elegante fachada de tijolo cor-de-rosa e de pedra tem os aspectos arquitetônicos do século XV.

Propriedade da família de Saint Bris há dois séculos, o Castelo do Clos Lucé apresenta o conjunto das criações de Leonardo da Vinci. O visitante poderá visitar no interior do castelo, o seu quarto, o seu gabinete de trabalho, a cozinha, as salas renascentistas, a capela cujos frescos foram pintados pelos seus discípulos, todos com suas mobílias originais, bem como 40 das suas invenções nas áreas da engenharia militar, do urbanismo, da mecânica, das máquinas voadoras e da hidráulica, que estão expostas na sala de maquetes, arranjada na cave, no armazém, localizado no jardim e no próprio jardim.  
Os cômodos do castelo em si impressionam pelo charme e requinte da mobília antiga. Já as quatro salas da cave, onde está exposto réplicas  do primeiro carro de assalto, o primeiro automóvel, a ponte rotativa, o barco de pás, a máquina voadora, antepassado do avião, o helicóptero, o para quedas... impressiona pela genialidade do artista.
Por fim, no fascinante jardim descobre-se fácil as fontes de inspiração do mestre e encontra-se 16 máquinas gigantes acionáveis, 32 telas translúcidas de 3 a 4 metros de altura, onde estão representados desenhos e pormenores dos quadros de Leonardo da Vinci e também a ponte dois andares, concebida pelo mestre e realizada pelos Compagnons du Devoir (Companheiros do dever).




Disse que me disse: Casa giratória muda de ambiente de acordo com o ângulo


Estudantes da Universidade de Karlsruhe, na Alemanha, desenvolveram um projeto, no mínimo, inusitado. Uma casa modular cilíndrica que muda de ambiente conforme o morador gira o seu interior. Com isso, a pequena construção pode tomar várias formas e unir quarto, sala, cozinha e banheiro e um só ambiente.
A Rollit é um projeto experimental e inclui todos os elementos necessários em uma casa, como cama, mesa de jantar, poltrona, armários, chuveiro, sanitário e até pia de cozinha – cada um em um lado da circunferência.
Ela funciona como uma espécie de “casa sobre rodas”, com a diferença de que em vez de ser carregada, ela precisa ser girada para mudar sua função. Basta o morador girar a estrutura fixa no centro da casa até que ela fique na posição desejada.
Assim, a base da poltrona se transforma na mesa de jantar e o que era o teto da casa passa a ser a cama – tudo em uma simples girada.
A unidade é construída a partir de quatro anéis de suporte que revestem um reservatório rígido interno. Do lado de fora, uma membrana translúcida envolve o cilindro e pode ser impressa com anúncios ou o que o morador preferir.
Ripas finas de madeira revestem a unidade para proporcionar uma superfície lisa e aberturas laterais funcionam como janelas, permitindo a entrada da luz e da ventilação natural. Colchões e almofadas são presos com velcros ou guardados dentro dos armários enquanto não estão em uso.
O projeto ainda não tem planos de sair do papel, mas já serve de inspiração e prova que, com um pouco de esforço, qualquer criação pode ter múltiplas utilidades – até uma casa.


Disse que me disse: Estádios de alta tecnologia e baixo custo garantem Copa 2022 ao Qatar.

Com projeto de doze estádios que alia alta tecnologia e baixo custo de construção,o Qatar foi escolhido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2022.
Estados Unidos, Austrália, Coréia do Sul e Japão participaram da disputa, mas o país árabe de apenas 1,6 milhão de habitantes venceu com um plano de custo total estimado em apenas US$ 4 bilhões.
Com elementos tradicionais da cultura árabe, todos os estádios apresentam soluções de alta tecnologia e terão sistemas de condicionamento do ar para manter a temperatura sempre inferior a 27°C, tanto no campo quanto nas arquibancadas.
Além disso, as arenas terão componentes modulares que, após a competição, permitirão a retirada de 170 mil assentos para sua doação a programas de fomento ao esporte em países em desenvolvimento.