O “Edificio anel” como pode ser chamado é um projeto criado pela equipe de arquitetos italianos da empresa Paolo Cucchi Architects para participar de uma competição para a construção de um novo prédio na cidade de Taichung, em Taiwan.
Um dos requisitos do concurso era que o projeto estivesse, de alguma forma, interligado à história do país. Dessa forma a proposta criada pelos arquitetos da Paolo Cucchi Architects traz um formato de anel, que alude ao sol, forma encontrada na bandeira taiwanesa e que é símbolo essencial da vida. Um segundo simbolismo está, sobretudo na unidade e a fidelidade do povo de Taiwan com sua terra, que se transformou em um milagre econômico do novo milênio.
A forma oval, de 400m de altura, apresenta uma abertura vertical através da qual os fortes ventos do local serão canalizados. E é nesse ponto que os arquitetos mostram que a defesa da vida não se restringe ao simbolismo. O edifício contará com recursos ecológicos: o vento poderá ser captado e convertido em energia, bem como a água pluvial poderá ser aproveitada.
A fachada conceituada como uma malha de alumínio ao assumir graus de opacidade, transparência, perfuração e permeabilidade cria um processo osmótico entre o exterior e interior garantindo continuidade visual, iluminação solar e ventilação natural.
Estruturalmente, a escolha de um anel como forma tornou possível a realização de um projeto com uma proporção entre vertical e horizontal de 20. O fato das duas verticais ao longo do arco, se fundirem no topo da torre, cria uma unidade estrutural que oferece uma maior resistência lateral para melhor suportar o tufão e as forças sísmicas para o qual a torre de Taiwan foi projetado.
Por fim, com o objetivo de reduzir congestionamentos, o acesso de veículos da torre que é ocupada basicamente por escritórios (maior parte) e um museu foi dividido em dois caminhos e para se ter uma circulação eficiente foram fornecidos os pontos de entrada separada para os funcionários e visitantes. A máxima flexibilidade foi colocada em prática no interior: o itinerário do museu e os escritórios estão localizados e divididos em diferentes níveis, e um núcleo central de elevadores leva e traz as pessoas para o nível de transferência que é organizado como uma “sala de espera agradável”, onde é possível beber um café, comer alguma coisa ou apreciar a vista.
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